“A Cidade da Luz”: algumas coisas pertencem à escuridão

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Tasuku é um “acompanhante de suicidas”. Por um módico pagamento, ajuda pessoas que desejam se matar a planejar sua partida – e a não mudar de ideia na hora H.

Tasuku não parece ter remorsos. Pelo contrário, leva seu “trabalho” com uma frieza assassina.  Porém, o que faria se um de seus “clientes” fosse alguém que conhecesse?

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Afinal, qual é a graça de séries sobre comida?

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Um jovem e um velho estão sentados num balcão. A comida que pediram, duas tigelas de lamen, acaba de chegar.

Sensei” pergunta o jovem “O que se come primeiro? O caldo ou o macarrão? ”

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“Mangás, Animes e a Psicologia”: veja o que rolou no lançamento

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Ontem foi lançado um dos livros mais importantes da animesfera brasileira. Escrito por pesquisadores da PUC e otakus de carteirinha (olhem só seu vestuário), Mangás, Animes e a Psicologia faz uma ponte entre a cultura pop japonesa e o universo da psicologia.

Tive o privilégio de entrevistar a organizadora do projeto, Professora Ivelise Fortim (cuja matéria vocês podem ler aqui). Porém, eu não iria deixar essa oportunidade passar batido, e aproveitei para prestigiar eu mesmo o lançamento.

Vejam só o que rolou:

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‘Mangás, Animes e a Psicologia”: Entrevista com a Profa. Ivelise Fortim

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Em março, a cena otaku brasileira terá uma surpresa.

Talvez você já tenha lido internet afora que estava para ser lançado um livro analisando mangás e animes sob a perspectiva da psicologia.

Ele se chama Mangás, Animes e a Psicologia e chega às prateleiras no próximo dia 15. Escrito por pesquisadores da PUC (e otakus de carteirinha), é uma tentativa de trazer discussões mais aprofundadas para aqueles que amam cultura pop japonesa.

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Entendendo “Nijigahara Holograph”: Inio Asano e o ensemble cast

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Nijigahara Holograph, de Inio Asano, é um soco no estômago.

Com uma narrativa não-linear, temas pesados, usos e abusos do “show, don’t tell”, o mangá, que chegou ao Brasil recentemente, é um clássico cult de cair o queixo.

Para a mente acostumada a obras serializadas ou one-shots quadradinhos, é também uma história que nos faz sentar direito na cadeira, franzir o cenho e pensar:

O que, afinal, acabamos de ler?

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Hozumi: uma mestre na arte de contar histórias

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Josei é um estilo de pouca sorte. Em uma pesquisa feita pelos meus colegas da Blogosfera Otaku BR, ficou em último lugar na lista de preferências de grupos de anime no Facebook, com meros 1,2% dos votos.

É verdade que, no Brasil, a oferta de mangás à demografia é lastimável.  Sem o deslumbre adolescente do shoujo e do shounen ou a aura de “transgressão” associada ao seinen, o  josei parece, a princípio, estar em uma competição desleal.

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“Goshiki no Fune”: A sociedade humana é o maior dos shows de horrores

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É a cultura que torna as pessoas cruéis? Ou não seriam as próprias pessoas, maldosas por natureza, que produzem uma cultura à sua imagem?

Essa é uma daquelas perguntas que mais custa a nos deixar em paz. De discussões sobre jogos violentos à repercussão de crimes bárbaros, somos atormentados pela possibilidade de que o verdadeiro mal está no nosso coração, longe do alcance de qualquer lei reguladora.

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